quinta-feira, 6 de agosto de 2009



PIRULITO


Mamãe, acho que vou dar um grito!_ Não grita não, que eu te dou um pirulito._ Mamãe o que é um pirulito?_ É uma bala enfiada num palito._ Mamãe o que é um palito?_ É um "pauzinho" que segura o pirulito._ Mamãe o que é um pirulito?_ Ai!Ai!Ai! Acho melhor cê dá um grito!!!
AH!HUM! FAZ UM LINDO SAPINHOAh!

Hum! Faz um lindo sapinho (3 vezes )Mexe seus olhinhos e faz AH!HUM! HUM! (esse último arregalando os olhos e mostrando a língua).


BARCO LIGEIRO (PRÁ FRENTE, PRÁ TRÁS)


Prá frente, prá traz (4 vezes)Meu barco é bem ligeiro e vaiCorrendo pelo marTrazendo mil peixinhos que euPesquei pro meu jantarPrá frente, prá traz (4 vezes).



1. FORMIGUINHA


Fui ao mercado comprar caféVeio a formiguinha e subiu no meu péEU sacudí, sacudí, sacudíMas a formiguinha não parava de subir(trocar as palavras sublinhadas por objetos e partes do corpo que rimem. Ex: panela/canela; espelho/joelho. A cada parte do corpo devemos mexer ao cantarmos "sacudi").




Emoções e a cesta no basquete sobre rodas

No Brasil, o basquete em cadeiras de rodas no contexto do esporte para deficientes cresceu significativamente nos últimos anos. Assim como ocorre no basquete convencional, o jogador de basquete sobre rodas experimenta momentos e consagração própria e de seus pares sempre que gestos esportivos são executados com precisão e sucesso. O momento de maior emoção no jogo é, sem dúvida, o da cesta. A cesta é o objetivo maior deste jogo.
O que o corpo expressa quando quer vencer desafios
Durante qualquer jogo dentro de modalidades desportivas, os corpos não só se mobilizam para algum tipo de ação, mas expressam uma comunicação rica de significados que vão desde as intenções até as emoções. Esses mesmos corpos também captam a comunicação do outro. Expressando uma cumplicidade diante da necessidade de determinado movimento ou manobra, o atleta só atenta para suas emoções após a realização de uma boa jogada. O basquetebol é um jogo extremamente emocionante e a cesta—escore do jogo e razão para emoções—associa-se com desejos, insatisfações e necessidades. No caso do jogador de basquete sobre rodas, estas emoções não são diferentes. As emoções correm em momentos comuns no desenrolar de uma partida de basquetebol. Estes momentos caracterizam o espetáculo. De modo geral, a emoção impulsiona a motivação que, por sua vez, aumenta a disponibilidade e capacidade para a ação eficiente pelo jogador neste espetáculo. Além disso, a emoção pode ser um fator decisivo no desempenho do jogador durante um jogo importante. Este desempenho no jogo pode ser observado enquanto o jogador em cadeira de rodas manuseia a bola, ou quando está em uma posição de defesa e consegue roubar uma bola do adversário.
A cesta como ícone do empoderamento no jogoUma jogada convertida em cesta deflagra emoções, as quais entram em cena consigo, com seus pares e com o público. O jogador, neste momento, estabelece uma comunicação com o mundo que vai além da “quebra” (desafio) da verticalidade. Emoções próprias são mais prontamente reconhecidas pelo jogador do que detalhes sobre o que ele fez, como fez, ou da força que empregou. Durante o jogo é comum o jogador de basquete sobre rodas perder uma grande quantidade de cestas, mas ao executar outras poucas de grande efeito ele alimenta sua motivação na partida. No caso específico do jogador com deficiência, fazer uma cesta é um bom contexto para analisarmos a relação dele com seu corpo, sabermos mais sobre a essência da sua imagem corporal. Indiretamente é um bom pretexto para expor o perfil de sua identidade e os efeitos da sua experiência existencial enquanto jogador com deficiência.
Estas reflexões sobre o atleta que pratica o basquetebol sobre rodas alertam aos profissionais do esporte sobre o papel das emoções. Olhar o fazer uma cesta não deve ficar apenas confinado ao plano de otimização de diferentes estratégias de intervenção nesta modalidade desportiva, mastambém incluir a linguagem do corpo emocionado. O resultado de preocupações profissionais pode revelar uma abordagem mais humanista no gerenciamento de jogadores com deficiência que têm metas complexas com o esporte, metas que vão além de um protocolo de reabilitação. Metas que incluem inserção social, visibilidade, conquistas, enfim, empoderamento.

A Educação Física e o Desenvolvimento Infantil

A aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde que a criança passa a ter contato com o mundo. Na interação com o meio social e físico a criança passa a se desenvolver de forma mais abrangente e eficiente. Isso significa que a partir do envolvimento com seu meio social são desencadeados diversos processos internos de desenvolvimento que permitirão um novo patamar de desenvolvimento.A criança, por meio da observação, imitação e experimentação das instruções recebidas de pessoas mais experientes, vivencia diversas experiências físicas e culturais, construindo, dessa forma, um conhecimento a respeito do mundo que a cerca.Luis Guilherme MartinsNúcleo de Fotografia UCB CapturaPara que esses conceitos sejam desenvolvidos e incutidos no aprendiz, o meio ambiente tem que ser desafiador, exigente, para poder sempre estimular o intelecto e a ação motora desta pessoa. No entanto, não basta apenas oferecer estímulos para que a criança se desenvolva normalmente, a eficácia da estimulação depende também do contexto afetivo em que esse estímulo se insere, essa ação está diretamente ligada ao relacionamento entre o estimulador e a criança. Portanto, o papel da escola no âmbito educacional deve ser o de sistematizar esses estímulos, envolvendo-os em um clima afetivo que serve para transmitir valores, atitudes e conhecimentos que visam o desenvolvimento integral do ser humano.O Papel da Educação Física no Desenvolvimento HumanoO principal instrumento da educação física é o movimento, por ser o denominador comum de diversos campos sensoriais. O desenvolvimento do ser humano se dá a partir da integração entre a motricidade, a emoção e o pensamento.No caso específico da educação física, o profissional dessa área possui ferramentas valiosas para provocar estímulos que levem a esse desenvolvimento de forma bastante prazerosa: a brincadeira, o jogo e o esporte.A partir da brincadeira e do jogo, a criança utiliza a imaginação que “é um modo de funcionamento psicológico especificamente humano, que não está presente nos animais nem na criança muito pequena” (Rego, 1995, p.81).A partir da utilização da imaginação, a criança deixa de levar em conta as características reais do objeto, se detendo no significado determinado pela brincadeira.“Mesmo havendo uma significativa distância entre o comportamento na vida real e o comportamento no brinquedo, a atuação no mundo imaginário e o estabelecimento de regras a serem seguidas criam uma zona de desenvolvimento proximal, na medida em que impulsionam conceitos e processos em desenvolvimento" (Rego, 1995, p. 83)Esse impulso dado aos “conceitos e processos de desenvolvimento” deverá ser fornecido pela educação física ao propiciar jogos e brincadeiras que, intencionalmente, estimulem a imaginação e a criatividade. Além disso, o processo de desenvolvimento dos indivíduos tem relação direta com o seu ambiente sócio-cultural e eles não se desenvolveriam plenamente sem o suporte de outros indivíduos da mesma espécie.Dessa forma, percebe-se que a escola, e neste caso específico a educação física, tem um papel fundamental no aprendizado e conseqüentemente no desenvolvimento dos indivíduos, desde que estabeleça situações desafiadoras para seus alunos.A interferência de outras pessoas (professor e outros alunos) é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo. O papel do professor deve ser o de interventor intencional, estimulando o aluno a progredir em seus conhecimentos e habilidades através de propostas desafiadoras que o leve a buscar soluções, por intermédio da sua própria vivência e das relações interpessoais. Isto não deve significar uma educação autoritária, mas sim, uma educação que possibilite ao aluno, por meio de estratégias estabelecidas pelo professor, construir o seu próprio conhecimento, com a reestruturação e reelaboração dos significados que são transmitidos ao indivíduo pelo seu meio sócio-cultural.Luis Guilherme MartinsNúcleo de Fotografia UCB Captura. Qualquer processo de ensino para ser eficiente deve levar em conta o nível de desenvolvimento real da criança e o seu nível de desenvolvimento potencial adequado a sua faixa etária, conhecimentos e habilidades que já possui.O profissional de educação física ao trabalhar na educação infantil deve conhecer os estágios do desenvolvimento dessa fase, para proporcionar os estímulos adequados a cada etapa.Agindo dessa forma, o desenvolvimento será mais harmônico no campo motor, cognitivo e afetivo-social, trabalhando assim, o ser na sua forma integral.A evolução infantil obedece a uma seqüência motora, cognitiva, e afetiva-social que ocorrerá de forma mais lenta ou mais acelerada, de acordo com os estímulos recebidos. A criança entre de 1 ano e meio e os dois anos de idade age sem refletir. O ato precede o pensamento. A partir dessa fase, a criança já adquire duas funções importantíssimas: o andar e a linguagem. O pensamento passa a ser projetado no exterior pelos movimentos e pela linguagem. Isto permitirá uma maior participação na sua relação com o meio. A ação da criança sobre o meio estimulará sua atividade mental. A partir daí, a criança começa a ter maior consciência sobre sua própria pessoa, iniciando a formação da sua auto-imagem. Em seguida, a criança vai iniciando a sua vida social ao formar pequenos grupos, porém ocorre uma troca constante de amizades e de grupos (escola, clubes,etc.). Esse intercâmbio social é essencial, pois leva a criança a se adaptar a diferentes papéis, reconhecendo-se como pessoa.Nesse sentido, cada fase de desenvolvimento infantil tem suas próprias características, portanto, exige estudos aprofundados sobre os métodos pedagógicos, as qualidades dos estímulos fornecidos e a atuação intencional do profissional na aula de educação física. O professor deve levar em conta a peculiaridade de cada fase pela qual o aluno passa, as particularidades de cada jogo, brincadeira ou esporte que possam auxiliar o educando no seu desenvolvimento integral.Pela importância que a infância representa na formação da personalidade do indivíduo, esses estudos devem estar respaldados por uma “práxis” pedagógica que leve a uma organização didática, modificando a visão de aulas de educação física de embasamentos estritamente empíricos, para uma visão mais científica, evitando-se um choque entre teoria e prática o que poderá refletir negativamente na formação de nossos jovens.

"A Educação Física no Brasil"

Os índios - No Brasil colônia - Os primeiros habitantes, os índios, deram pouca contribuição a não ser os movimentos rústicos naturais tais como nadar, correr atraz da caça, lançar, e o arco e flecha. Na suas tradições incluem-se as danças, cada uma com significado diferente: homenageando o sol, a lua, os Deuses da guerra e da paz, os casamentos etc. Entre os jogos incluem-se as lutas, a peteca, a corrida de troncos entre outras que não foram absorvidas pelos colonizadores. Sabe-se que os índios não eram muito fortes e não se adaptavam ao trabalho escravo. Os negros e a capoeira - Sabe-se que vieram para o Brasil para o trabalho escravo e as fugas para os Quilombos os obrigava a lutar sem armas contra os capitães-do-mato, homens a mando dos senhores de engenho que entravam mato a dentro para recapturar os escravos. Com o instinto natural, os negros descobriram ser o próprio corpo uma arma poderosa e o elemento surpresa. A inspiração veio da observação da briga dos animais e das raízes culturais africanas. O nome capoeira veio do mato onde entrincheiravam-se para treinar."
Brasil Império - Em 1851 a lei de n.º 630 inclui a ginástica nos currículos escolares. Embora Rui Barbosa não quisesse que o povo soubesse da história dos negros, preconizava a obrigatoriedade da Educação Física nas escolas primárias de secundárias praticada 4 vezes por semana durante 30 minutos.
Brasil República - Essa foi uma época onde começou a profissionalização da Educação Física.As políticas públicas - Até os anos 60 o processo ficou limitado ao desenvolvimento das estruturas organizacionais e administrativas específicas tais como: Divisão de Educação Física e o Conselho Nacional de Desportos. Os anos 70, marcado pela ditadura militar, a Educação Física era usada, não para fins educativos, mas de propaganda do governo sendo todos os ramos e níveis de ensino voltada para os esportes de alto rendimento. Nos anos 80 a Educação Física vive uma crise existencial à procura de propósitos voltados à sociedade. No esporte de alto rendimento a mudança nas estruturas de poder e os incentivos fiscais deram origem aos patrocínios e empresas podendo contratar atletas funcionários fazendo surgir uma boa geração de campeões das equipes Atlântica Boa Vista, Bradesco, Pirelli entre outras. Nos anos 90 o esporte passa a ser visto como meio de promoção à saúde acessível a todos manifestada de três formas: esporte educação, esporte participação e esporte performance. A Educação Física finalmente regulamentada é de fato e de direito uma profissão a qual compete mediar e conduzir todo o processo.